Introdução
Os tubos de cultura descartáveis com rosca desempenham um papel vital nas operações de laboratório.O uso correto desses procedimentos não só previne eficazmente a contaminação, a contaminação cruzada e a perda de amostras, como também garante a precisão e a confiabilidade dos dados experimentais. Portanto, é de suma importância dominar o procedimento operacional padronizado para assegurar a qualidade dos experimentos.
Esta diretriz aplica-se aos procedimentos de operação de tubos de cultura descartáveis com rosca, utilizados em cultura de células, experimentos de microbiologia, testes clínicos e outras áreas.
Preparação antes do uso
A preparação adequada antes da experimentação é uma etapa crítica para garantir o desempenho ideal dos tubos de cultura descartáveis com rosca. Primeiramente, a integridade da embalagem externa deve ser cuidadosamente verificada quanto a quaisquer rupturas ou falhas na vedação, o que é essencial para manter a esterilidade dos tubos. Os tubos bem embalados devem ser armazenados em um ambiente seco e limpo para evitar umidade ou contaminação.
O estado de esterilização não deve ser negligenciado. Tubos de cultura descartáveis com rosca, produzidos por fabricantes renomados, geralmente são esterilizados por irradiação gama ou óxido de etileno, e a embalagem deve conter uma marca de esterilização legível e a data de validade. Os funcionários do laboratório devem verificar o método de esterilização e a data de validade para garantir que os tubos estejam em perfeitas condições de uso.
Os seguintes fatores devem ser considerados ao selecionar as especificações:
- Seleção de volumeTubos padrão de 15 ml podem ser selecionados para experimentos de rotina, enquanto o tamanho de 50 ml é recomendado para cultivo em larga escala.
- Características do materialO polipropileno é um material resistente a altas temperaturas, adequado para requisitos de esterilização em altas temperaturas; o poliestireno é um material altamente transparente, fácil de observar.
- Requisitos especiaisPara experimentos especiais, como armazenamento em baixas temperaturas, é necessário escolher materiais resistentes a baixas temperaturas.
A equipe do laboratório deve selecionar o modelo de tubo de cultura mais adequado às condições experimentais específicas, levando em consideração os requisitos de força centrífuga, a compatibilidade química e outros fatores. Recomenda-se estabelecer um procedimento operacional padrão para a seleção de materiais de consumo de laboratório, a fim de garantir a consistência e a reprodutibilidade dos experimentos.
Procedimento correto
1. Desempacotando
- Abra os tubos de cultura em um ambiente operacional limpo para garantir que não haja contaminação externa durante o uso.
- Use luvas estéreis ou pinças estéreis para remover os tubos ao desembalá-los, a fim de evitar o contato direto com áreas críticas.
2. Operação de pico
- É estritamente proibido tocar na parede interna do orifício ou na tampa interna durante o processo de enchimento para evitar a introdução de fontes de contaminação.
- O volume deve ser controlado ao adicionar amostras líquidas e não deve exceder a escala máxima para evitar derramamento ou vedação inadequada das amostras durante a operação.
3. Método de vedação
- A tampa de rosca deve ser apertada após a adição da amostra para garantir uma vedação completa. A vedação pode ser verificada movendo-a suavemente para observar qualquer vazamento.
- Preste atenção à força de aperto moderada para evitar força excessiva que possa causar desgaste ou quebra da rosca, o que pode afetar a reutilização ou a vedação.
4. Marcação e registro
- Utilize etiquetas ou marcadores de laboratório resistentes a solventes, à prova d'água e resistentes a descascamento para identificar com precisão as informações da amostra em áreas limpas e secas do tubo.
- Evite usar papel adesivo comum ou canetas de tinta que desbotam com a umidade para prevenir a perda de informações durante o armazenamento.
Precauções de utilização
1. Evitar a contaminação
- As operações experimentais devem ser realizadas em um ambiente limpo e livre de poeira; recomenda-se o uso de uma bancada ultralimpa ou cabine de segurança biológica.
- Reduzir o tempo necessário para destampar os tubos de cultura, e a operação deve ser rápida e padronizada para diminuir o risco de exposição.
- Devem ser utilizados tubos de cultura independentes para cada tipo de amostra, sendo estritamente proibida a mistura para evitar contaminação cruzada e interferência nos resultados experimentais.
2. Centrifugação e armazenamento
- Antes da centrifugação, certifique-se de que a tampa de rosca esteja bem fechada para evitar vazamentos da amostra; além disso, certifique-se de que a amostra esteja bem nivelada e simétrica na centrífuga para evitar desequilíbrios mecânicos.
- Ao armazenar, os tubos devem ser colocados na posição vertical para evitar vazamentos causados pela colocação horizontal. Evite colocar os tubos em ambientes com alta temperatura, luz intensa ou umidade para não afetar a estabilidade das amostras e o desempenho dos tubos.
3. Manuseio especial de amostras
- Para amostras que contenham solventes orgânicos voláteis ou substâncias fortemente corrosivas, deve-se utilizar um modelo especializado com resistência química.
- Para criopreservação, utilize tubos de criopreservação resistentes a baixas temperaturas; tubos de cultura descartáveis comuns podem ficar quebradiços ou apresentar vazamentos em temperaturas muito baixas.
O que fazer após o uso
1. Processamento de biossegurança
- Tubos de cultura contendo amostras biológicas infecciosas, potencialmente patogênicas ou de alto risco devem ser autoclavados ou inativados com um desinfetante eficaz, de acordo com os requisitos de nível de biossegurança do laboratório, antes de serem descartados como resíduos.
- Os tubos de cultura descartados devem ser colocados no recipiente de resíduos designado para “plástico biocontaminado”, de acordo com o sistema de classificação e gerenciamento de resíduos perigosos do laboratório, e não devem ser misturados com o lixo comum para descarte.
2. Recomendações ambientais
- Priorize tubos de cultura feitos de materiais recicláveis e participe de um programa centralizado de reciclagem e descarte ambiental de materiais de consumo em laboratórios onde as condições permitirem.
- Reduzir o desperdício desnecessário de materiais de consumo, defender o uso racional de descartáveis sob a premissa da segurança e promover a construção de laboratórios verdes.
Perguntas frequentes
1. O que devo fazer se não conseguir apertar a tampa de rosca?
Primeiro, verifique se as roscas estão devidamente alinhadas e se não há objetos estranhos presos nelas. Não force a rosca para desrosqueá-la, pois isso pode danificar o orifício ou a tampa. Se ainda assim não vedar, o tubo de cultura deve ser substituído por um novo.
2. Os tubos de cultura descartáveis podem ser reutilizados?
Não é recomendada a reutilização. A vedação e a esterilidade dos tubos de cultura descartáveis não são garantidas após o uso, e a reutilização pode resultar em contaminação, resultados tendenciosos ou danos aos tubos.
3. O que devo fazer se houver um vazamento durante a centrifugação?
Verifique se a tampa está bem rosqueada e se a vedação está correta, e certifique-se de que os tubos de cultura estejam nivelados adequadamente antes da centrifugação. Evite usar uma velocidade de centrifugação superior à máxima para a qual os tubos foram calibrados. Se necessário, utilize um tubo de centrífuga específico para resistência à pressão.
Conclusão
O uso padronizado de tubos de cultura descartáveis com rosca é uma etapa crucial para garantir a precisão dos resultados experimentais, a segurança das amostras e a confiabilidade operacional. A estrita observância dos padrões operacionais e dos requisitos de biossegurança, seja na coleta, manuseio, armazenamento ou descarte das amostras, é a garantia fundamental para aprimorar a qualidade experimental e reduzir os riscos.
Recomenda-se que os técnicos de laboratório utilizem tubos de cultura de alta qualidade, com boa vedação, resistência química e faixa de temperatura adequada às suas necessidades experimentais específicas, a fim de melhorar a eficiência dos experimentos e viabilizar a gestão sustentável dos recursos laboratoriais.
Data da publicação: 29 de maio de 2025
